Em agosto de 2025, o Ministério da Saúde publicou as novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero (Portaria SAES/SECTICS nº 13/2025), oficializando uma mudança que vinha sendo aguardada: a incorporação do teste molecular de DNA-HPV como método primário de rastreamento no SUS, substituindo gradualmente o Papanicolau.
É o tipo de atualização que a banca adora: muda a conduta, muda o fluxo, e quem não atualizou vai errar achando que acertou.
O QUE MUDOU
Método primário: DNA-HPV em vez de citologia
O teste molecular detecta a presença de HPV oncogênico com sensibilidade superior a 90% — significativamente maior que os 50-60% do Papanicolau. A citologia passa a ser exame reflexo, realizada na mesma amostra apenas quando o DNA-HPV detecta subtipos que não são 16 ou 18.
Intervalo de rastreamento: 5 anos
Com resultado negativo no DNA-HPV, o intervalo entre exames passa de 3 para 5 anos. O valor preditivo negativo é tão alto que a mulher com teste negativo tem mais de 99% de segurança de não desenvolver lesão nesse período.
Faixa etária: 25 a 64 anos
A faixa etária de rastreamento foi ampliada e padronizada. Antes dos 25, o rastreamento não é indicado — a incidência de lesões precursoras é baixa e a taxa de regressão espontânea é alta.
Conduta por subtipo
HPV 16 ou 18 detectado → encaminhamento direto à colposcopia. Outros subtipos oncogênicos → citologia reflexa na mesma amostra. DNA-HPV negativo → repetir em 5 anos.
POR QUE ISSO IMPORTA PARA A PROVA
Rastreamento é um tema transversal: aparece em GO, MFC e Saúde Coletiva. A banca pode cobrar de vários ângulos — o método em si, o intervalo, a faixa etária, a conduta por subtipo, ou até a logística de implementação na APS.
Quem ainda está respondendo "Papanicolau anual/trienal" vai errar. A diretriz brasileira mudou — e a banca cobra o que está vigente, não o que estava no livro que você leu há dois anos.
Avance na preparação
Veja como atualizações como essa aparecem na lógica da prova.
Prof. Marcelo
Médico graduado pela Universidade Federal da Bahia. 1º colocado geral no SUS-BA 2024 com 94%.
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